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15/08/2014

Delegados da 6ª Plenária Estatutária da CNTSS/CUT discutem os desafios do movimento sindical frente ao novo mapa político



Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT
 
Os delegados e observadores que participaram da 6ª Plenária Estatutária da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social puderam acompanhar as discussões realizadas durante a mesa de debates “Os desafios do movimento sindical frente ao novo mapa político do Brasil”. A mesa teve como expositor o secretário de Formação da CUT Nacional, José Celestino Lourenço, mais conhecido como Tino.
 Também participaram da mesa como debatedores o presidente da CNTSS/CUT, Sandro Cezar, o secretário de políticas sociais da Confederação, Cícero Lourenço da Silva, e a diretora Executiva da Confederação, Berenice de Freitas Diniz. A coordenação ficou por conta do secretário de Formação da Confederação, José Ribamar Santos de Assis; e da diretora Executiva da CNTSS/CUT, Lucilene Nascimento da Silva.
 Tino inicia sua exposição dizendo que o projeto democrático e popular foi vitorioso na disputa ao governo federal e demonstrou claramente que não está esgotado em nossa região. Diz, ainda, que esta vitória aconteceu mesmo com a tentativa “de um golpe” por meio da mídia e dos setores de direita. Para ele é uma estratégia da direita dizer que o país está dividido. “O país não está dividido. A direita quer dizer que para corrigir esta suposta divisão será necessário que a pauta dos derrotados seja atendida para acabar com a divisão”.
O secretário da CUT Nacional afirma que a resposta dos trabalhadores foi importante para a vitória. “Os trabalhadores retomaram sua origem histórica e foram para as ruas. Exercemos nossa concepção de sindicato cidadão. A nossa campanha foi de classe e com consciência de classe para disputar o projeto. Não podemos perde a articulação com os outros movimentos sociais. Nós já estamos dizendo ao governo que estamos querendo discutir a pauta da classe trabalhadora. A valorização do trabalho é uma questão que está na ordem do dia”, afirma.
 Sandro Cezar, presidente da Confederação, acredita que não há a divisão na sociedade brasileira como a direita quer fazer crer. Acrescenta que houve, já nas marchas de 2013, um clima de antiesquerda que vai além do PT. Mas não deixa de destacar que é preciso observar este fenômeno com cuidado: “tem uma análise que precisa ser feita. Alguns problemas ocorreram no curso do processo histórico que afastaram determinadas bases sociais deste projeto que defendemos. As bandeiras que estavam nas ruas eram as bandeiras históricas da CUT. As políticas públicas desenvolvidas não foram acompanhadas com o debate político,” afirma.
 Para o presidente da CNTSS/CUT, a Confederação e seus sindicatos cumpriram o seu papel neste momento de debate com a sociedade. Pondera, ainda, que o povo não precisa de autorização para pensar diferente. “O povo nos conferiu mais quatro anos para tocar o projeto. Não podemos cometer os mesmos erros do passado. Precisamos voltar a dialogar com estes setores da sociedade”, pontua Sandro Cezar.
 Para os trabalhadores do Ramo, o presidente fez uma proposta de realizar uma grande marcha em defesa da Seguridade Social ainda em 2015. “Seria uma Marcha da Seguridade Social em defesa dos direitos do povo brasileiro. É um desafio que temos que tomar para defender a seguridade pública. Para isto, podemos pensar em construir plenárias regionais da seguridade como encontros preparatórios para a Marcha”, destaca Sandro Cezar.
 
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